Enxertos ósseos
Realizados através de biomateriais sintéticos como alternativa em cirurgias para implantes.
O osso do próprio paciente também chamado de autógeno é considerado o padrão ouro quando se fala em materiais para realizar enxertia óssea. No entanto, por questões como necessidade de uma região doadora no próprio paciente, o que implica necessariamente em uma segunda cirurgia para remoção do tecido ósseo, maior tempo de cirurgia, possibilidade de reabsorção do enxerto, maior tempo de recuperação, a necessidade de internação hospitalar ou sedação com médico anestesista, maiores custos e stress para o paciente, induzem a receios por parte dos pacientes para a sua utilização.
Outra possibilidade é se utilizar de banco de ossos de cadáveres humanos, o que também causa apreensão pelos riscos inerentes do procedimento.
Biomateriais para regeneração óssea de origem sintética
Os biomateriais sintéticos ou também chamados aloplásticos, são produzidos em laboratórios e são totalmente biocompativeis. Estes incluem as cerâmicas, polímeros, e combinações, indicados mais freqüentemente no aumento de volume ósseo.
Possuem como principal propriedade a osteocondução. Possibilitam um procedimento cirúrgico mais rápido, com custos menores,sem necessidade de remoção de tecido ósseo de outras regiões do corpo do paciente e com resultados cientificamente comprovados. Podem ser associados ao Plasma Rico em Plaquetas, a qual é uma técnica regenerativa no qual utilizamos o próprio sangue do paciente, mais propriamente um concentrado de plaquetas, que são células envolvidas no mecanismo de coagulação sanguínea, mas que também possuem dentro do seu interior proteínas osteoindutoras e de crescimento ósseo. Estas proteínas funcionam como um verdadeiro fermento biológico, acelerando o mecanismo de integração do material de enxerto. E o melhor, que é o fato de ser um material removido do próprio paciente, sem nenhum risco de contaminação ou reações alergênicas.

Concentrado de Plasma Rico em Plaquetas
Técnica Cirúrgica para enxertia dentro do seio maxilar utilizando o material Cerasorb

Sequência do procedimento cirúrgico para enxertia dentro do seio maxilar com a finalidade de possibilitar futura instalação de implantes.
Um dos materiais sintéticos utilizado para enxertia, possuindo vários estudos e pesquisas que comprovam sua segurança e efetividade é o Cerasorb, produto desenvolvido pelo centro de pesquisa Curasan Ag em Frankfurt, Alemanha.
A pesquisa e desenvolvimento do Cerasorb tiveram início em 1970 no Battelle Institute em Frankfurt. Nos anos 90, a Curasan AG continuou o trabalho de desenvolvimento do produto, e através de uma correlação interdisciplinar eficaz e eficiente obteve um material com excelentes características físicas, químicas e biológicas. Têm sua indicação no preenchimento de defeitos ósseos extensos na área de ortopedia e traumatologia, na cirurgia buco-maxilo-facial e na implantodontia.

Características do Cerasorb
O Cerasorb é constituído unicamente por fosfato tricálcio na sua fase ß, ou seja, a substância óssea na sua fase mineral, sendo bem tolerado pelo osso, não apresentando risco de reações imunológicas ou de infecção como é o caso dos produtos de origem biológica, humana ou animal. O Cerasorb não apresenta toxicidade sistêmica ou local, nem o risco de reações alérgicas. A concentração fisiológica de ions de cálcio e fosfato (proporção de 1.5) não é alterada com a utilização de Cerasorb, este fica unicamente associado às células ósseas para mineralização e é reabsorvido quando da ossificação fisiológica, que normalmente ocorre dentro de 6 meses.
O Cerasorb traduz as últimas descobertas na investigação da regeneração óssea e oferece um número elevado de vantagens nas suas propriedades e características:
A característica distribuição dos poros do Cerasorb associado à forma irregular dos grânulos produz uma grande área de superfície com uma elevada rugosidade. Os osteoblastos (células precursoras ósseas) originários do leito ósseo receptor podem crescer ao longo desta perfeita guia, contribuindo assim para um ideal comportamento da regeneração óssea (osteocondução). A superfície específica do Cerasorb tem uma influência positiva no comportamento in-vivo, uma vez que a interação físico-química inicial entre o material de aumento ósseo e o organismo fluem ao mesmo tempo em que a subsequente reação biológica celular se inicia à superfície.
A difusão do sangue é suportada pela estrutura específica do Cerasorb havendo uma infiltração das células osteogênicas (formadoras de tecido ósseo) e a ossificação da matriz sintética. O sistema de poros do cerasorb permite uma progressiva angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos) e vascularização existindo assim um suprimento a todas as células durante o processo de regeneração.
Os grânulos têm uma forma fácil de aplicação depois de misturados com o próprio sangue do paciente (recolhido na própria na região operada).

Cerasorb ativado com o sangue do paciente







